segunda-feira, 17 de maio de 2010

Rótulos


Nos foi ensinado que separação é a essência de nossa humanidade. Nós acreditamos em fronteiras, limites, rótulos e tradições. Aprendemos a ver os “outros” como seres distintos de nós e, em muitos casos, a literalmente considerar metade da humanidade como nossa inimiga. Fomos criados para valorizar nossa etnia e considerar qualquer pessoa diferente como “não-pertencente ao nosso clã”. Nossos rótulos se tornaram nossa autodefinição. O que acontece depois de uma vida inteira desse condicionamento é que nos identificamos como francês, homem, mulher, protestante, alto, negro, conservador, atlético, classe média e assim por diante. Tudo isso são rótulos que nos separam e classificam, tornando difícil pensar na unidade e atingir a iluminação.

Examine os rótulos que você aplica a si mesmo. Todo rótulo é uma fronteira ou limite de alguma espécie. Se você é de origem inglesa ou africana e aplica este rótulo a si próprio, você colocou um limite que não lhe permite vivenciar nada que não seja inglês ou africano. Veja-se como ser humano. Nenhum rótulo é necessário. Os pensamentos não podem ser fragmentados em pequenos e bem definidos compartimentos. Você não é velho ou novo no pensamento, apenas na maneira como se rotula em forma. Isso também acontece em relação a ideologias políticas e atributos físicos. Em pensamento, você pode ser qualquer coisa e tudo. Lembre-se sempre de que apenas uma minúscula parte de você corresponde à forma, que a forma é apenas a embalagem que corporifica o verdadeiro você. Procure pensar globalmente e agir localmente. Veja-se como uma célula entre bilhões de células na célula única maior chamada Humanidade. Quando você se vê conectado em vez de separado, automaticamente começa a cooperar. É nisso que consiste o processo de cura.

Dr. Wayne W. Dyer
(do livro Crer para Ver – O caminho para sua transformação pessoal – com adaptações).

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