Não queira mal as minhas palavras, pois elas às vezes teimam em andar ao sabor dos ventos. Guarde a emoção do meu olhar a fixar no teu olhar, meu toque na maciez da tua pele, meus lábios ao encontro dos teus e o calor do meu corpo ardendo ao juntar ao teu calor.
Na vida nasce sensações de vazio, de solidão, de algo que não se explica. Teimamos em confrontar passagens do que fomos com o que queremos ser; nessas horas nos perdemos, fugimos de nós mesmos numa busca desenfreada por explicações efêmeras que se dissipam num primeiro lufar de ventos
Somos feitos de nossas escolhas combinadas com a escolha de outros. Verdadeiramente sabemos que o que realmente existe é este momento em que escrevo, e o seu, esse momento em que lê. Mas, feitos de desculpas que somos, transitamos entre o ontem e o amanhã, como se neles repousassem todas as nossas esperanças.
Nem as sombras do passado nem os sonhos do futuro devem ser usados como atalhos para justificar nossas fraquezas e fracassos. Neste momento reside a felicidade, neste momento realizamos nossos desejos e sonhos mais profundos. Sejamos agora o futuro que queremos ser e a borracha do passado do que fomos. Assim podemos gritar: sou pleno e feliz; sou quem sempre fui e quis ser.
Por fim, na vida não há atalhos, mas existem muitos caminhos. Não é pecado pegar o caminho errado, mas é pecado permanecer nele. Que os caminhos que escolhamos estejam sempre abençoados por Deus.
Nego Sartre.
Especialmente para Rayssa Oliveira