quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Plano - seu painel de controle individual


Anos-novos, vida nova. Bem... não é bem assim. Parece que todos os anos são as mesmas coisas e, principalmente, as mesmas contas: IPVA, IPTU, seguros, material escolar, matrícula de filhos, faculdade, quilos a perder, ufa! Mas você é uma pessoa equilibrada. Tem definida a sua Missão (pessoal, familiar, etc.), o seu negócio, sabe o que precisa cumprir na vida, sabe o que tem que ser feito.

Como pessoa equilibrada, você tem a sua Visão de Futuro, tem desafios a alcançar, tem sonhos a realizar. Para cumprir a sua missão e alcançar a sua visão de futuro, você tem Estratégias definidas, tem claro o que deve fazer, para tanto você explicitou os seus Objetivos e Metas para colocar suas estratégias em ação, isto é, você sabe para onde vai e quando vai chegar lá.

Você tem medidas para seus objetivos e metas, você tem Indicadores de Desempenho, que mostrarão se você conseguiu e/ou se você vai conseguir realizar o que tem se proposto nesta sua vida equilibrada.

Seus indicadores não são apenas aqueles para pagar contas, mas blanceados em quatro aspecto: o primeiro são os seus Clientes (esposa(a), namorado (a), filhos, amigos, pais, etc.). No aspecto Financeiro estão definidos os gastos mensais. Depois, é claro, você cuida da forma de encantar seus clientes e de ter em abundância os seus recursos financeiros no momento em que age com excelência nos seus Processos Internos. E, por fim e o mais importante, você investe pesado no seu Aprendizado e Crescimento.

Nego Sartre

P.S: Escrevi este texto, já algum tempo, com base na metodologia do Balanced Scorecard (BSC) para aplicação de planejamento no nível individual.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Sistema Educacional




Longe das promessas políticas e de seus arroubos de demagogismo, o sistema educacional brasileiro precisa urgentemente passar por uma reforma séria, ética e responsável.

Não podemos crer que apenas o investimento no topo da pirâmide educacional em recurso e acesso, que é o ensino universitário, nos tornará, de um dia pro outro, um país com ensino de qualidade, ou que seja de um ano ou década pra outra.

Mas o que ocorreu para que a degradação do sistema educacional do país chegasse a esse ponto, e que se diga de pronto, não se restringe ao ensino público como também ao ensino privado.

O fato é que relegamos a profissão de professor às portas do fundo, à senzala. Consideramo-la, como fazemos com os serviços domésticos, de uma pequeneza sem tamanha, “coisa de pobre”, coisa de quem não tem o que fazer. Isso me faz lembrar que adjetivos damos à dona de casa.

Vemos a sociedade se deteriorar por duas razões simples: deixamos de investir e dar valor a dois dos mais importantes pilares da família e da sociedade que são a dona de casa e a profissão professor, com seus gêneros também invertidos.

O que se alardeia aos ventos é que a qualidade do ensino passa primeiramente pela construção de escolas modelos, munidas de toda parafernália tecnológica, e isso é uma verdade comercial embusteira.

Enquanto o professor for posto no mesmo patamar da carteira, da cadeira, do quadro negro veremos um sistema de ensino podre, corrupto e marginal, aonde os limites serão impostos por meio do vandalismo e da violência barata uns contra os outros.

Se já disseram que “a solução é alugar o Brasil”, para nós a solução é muito mais simples e barata. Faz-se necessário tomar vergonha na cara e resgatar o professor, como profissão e agente público e social, nas suas questões de recompensa, reconhecimento e autoridade.

O aparte final é que o professor deveria exercer as mesmas prerrogativas das autoridades judiciárias com o poder de polícia e demais funções que são inerentes a estas autoridades.

Nego Sartre

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Lá na Roça


Existe um choque de interesses entre a preservação e conservação do meio ambiente e a necessidade proeminente de manter a alimentação em níveis sustentáveis para as populações do Planeta.

Ainda não se criou a comida sintética, objeto que não tem na sua composição os ingredientes naturais. Sendo assim, esse conflito existente tende a agravar com o crescimento populacional, não só da espécie humana, que se faz de forma desordenada e sem predadores, mas como de todas as demais espécies vivas.

Não se discute que a manutenção do ambiente natural com a proteção aos biomas é condição sina qua non. Entretanto há uma questão urgente a ser considerada no ambiente rural.

Dentro das políticas do agronegócio, um erro crasso tem sido a expansão das áreas de criadores de animais. Se se pretende aumentar a oferta de alimentos, essa expansão do negócio animal é o mais prejudicial à saúde do meio ambiente e humana; e é muito mais dispendioso no manejo e distribuição.

O que se deve ser a favor é da expansão das áreas cultiváveis com relação, e apenas a estas culturas, ao arroz, soja, trigo, feijão e milho. A expansão deve ter como referência apenas e exclusivamente à produção de alimentos, não podendo ser usada para outros fins como a produção de combustíveis.

Caso seja o objetivo dos povos da Terra a eliminação da fome, e uma política social clara no caso do Brasil, os produtores destes insumos agrícolas, que tenha a produção toda voltada para alimentação, devem ser visto sob outra ótica. Eles devem ser isentos das taxas de utilização das águas para irrigação e o remanejamentos das áreas de reserva devem ser mais flexíveis para estes casos.

O produtor rural não pode visto como o vilão das questões ambientais. As regulamentações ambientais das quais se avolumam pelo Brasil, são pensadas e executadas por pessoas que nunca pisaram numa “roça” e que tem medo de “bichos”. O que chamamos de desastres naturais, como exemplo as enchentes, acontecem nos ambientes estritamente urbanos, responsabilizado pelo lixo e crescimento desordenado deste ambiente.

Produtores rurais não são uns coitadinhos, mas precisamos rever as políticas adotadas se quisermos alimentar o crescimento populacional, e nesse contexto, o crescimento urbano.

Parece maravilhoso, enquanto estamos batendo recordes de produção no agronegócio. O que se quer saber é se este crescimento será proporcional às necessidades de se alimentar toda a população.

Nego Sartre