terça-feira, 27 de abril de 2010

Descobrir a liberdade!


Descobrir que a minha mente estava fazendo um barulho descomunal. Uma insistência de pensamentos que não cessavam. Pra tudo uma necessidade de pensar, remoer, mistificar, projetar, avaliar, julgar. Além de tudo, rever, refazer, rememorar, recondicionar, e assim iludir.

Descobrir que a dor que sentia, era uma dor de pensar. O sofrimento nascia do pensamento. A cada vírgula, dois pontos, interrogações, exclamações, reticências, fazia cara feia, teimava em chorar, até surgia um lampejo de consciência que me fazia rir. E ainda assim continuava a pensar.

Descobrir que na maioria das vezes eu vivia por resgatar um passado que era história, às vezes um conto e nem sempre uma poesia. Demorava horas a fio a re-imaginar e a reinventar cada momento vivido; uma história de amor mal completada; oportunidades que se passaram ao vento; uma palavra de perdão não dita; e todas as dores que pareciam ainda estar presente.

Descobrir outras tantas vezes que projetava só o futuro, tão dolorido quanto o passado. Vivia de sonhos etéreos e fluídicos; de riquezas inalcançáveis; de amores impossíveis; e de todas as dores que pareciam estar presentes.

Descobrir por fim, que isso me despertou, tornou-me consciente. Minha necessidade principal é de silêncio. Aprendendo a aprender a silenciar a minha mente. Tornei-me um observador voraz dos meus pensamentos. A alforria dos meus pensamentos ainda não é completa, mas está em curso. Estou deixando o passado no lugar dele, guardado como deve estar e ao meu futuro me lanço nos aspectos práticos.

Descobrir que o que importa é isso agora. Torna-me consciente do presente. A minha grande pergunta diária: “Quem comanda minha vida: meus pensamentos ou meu ser?”.

Descobrir a liberdade!

Nego Sartre

*crédito imagem: http://tudoroger.wordpress.com

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Pensar jovem e velho


Pensar jovem passa por esses caminhos. Primeiro: sorrir sempre para manter o corpo vivo e a mente ativa e principalmente para captar energias positivas a nossa volta. Segundo: aprendizado permanente para manter a principal máquina humana em perfeito funcionamento e em estado constante de renovação, o cérebro. Terceiro: viver como uma criança que é cheia de coragem e forças capazes de remover montanhas e pensamentos focados no presente. Finalmente, tudo isso se tornando circular, renovador.

Como enxergar o velho e o novo? Como vemos a juventude hoje é muito superficial, de nada adianta um corpo jovem e uma mente antiga. Para esse tipo de comportamento a solução está em cirurgias e alegorias, fáceis de serem encontradas. No entanto, vai muito mais além; buscar a vida muito além daquilo que as pessoas pensam centrar a juventude. É preciso manter mais que a aparência da maquina humana, é preciso tratar as engrenagens que fazem ter sentido. É preciso ser circular, é preciso ser renovável.

A solução é justamente o pensar, uma mente jovem opera verdadeiros milagres com o corpo. Pensar a juventude, não pelo milagre de ser jovem, mas pelo milagre da vida, pelo milagre da felicidade. Como operar esse milagre é o que muitos procuram. Equilíbrio e flexibilidade vistos sob um mesmo ângulo. Para ter equilíbrio têm que haver adaptação as condições ambientais e para isso é preciso ser flexível para aceitação do todo.

Há uma contradição entre esse pensar e a verdadeira consciência. Discutiremos em outro momento.

Nego Sartre
 
*crédito imagem: http://myspiration.blogspot.com

terça-feira, 20 de abril de 2010

ATRITOS


Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros. Simples, mas profundo, preciso. É nos relacionamentos que nos transformamos.

Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados
pela idéia e sentimento do outro.

Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz?

As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas.

À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio, sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas.

Assim também agem nossos contatos humanos. Sem eles, a vida seria monótona, árida. A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato.

Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar.

É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.

Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes.

Pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.

Outras, sem dúvida,  com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas. Faz parte... Reveses momentâneos servem para o crescimento. A isso chamamos experiência.

Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise. Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheias de excessos Os seres de grande valor, percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores...

Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência e importância do outro, e principalmente da grandeza de DEUS, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.

Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado? Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago. É lá que está o verdadeiro valor...

Pois, DEUS fez a cada um de nós com um âmago bem forte e muito parecido com o diamante bruto, constituído de muitos elementos, mas essencialmente de AMOR. DEUS deu a cada um de nós essa capacidade, a de AMAR... Mas temos que aprender como.

Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.

Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor.

Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e... os superando.

Ora, esses sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver envolvimento... E envolvimento gera atrito.

Minha palavra final: ATRITE-SE! Não existe outra forma de descobrir o AMOR. E sem ele a VIDA não tem significado.

Roberto Crema
Presidente do Colégio Internacional dos Terapeutas – UNIPAZ.

 
Nota: Acredito que devemos compartilhar aquilo que nos toca e nos emociona. Com certeza Roberto Crema escreveu tudo para que possamos entender melhor a nossa passagem aqui pelo Planeta Terra. E que esta passagem sem feita de ATRITOS, que constroe o amor e o significado de vida.

Nego Sartre

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Conselho de amigo?


“A questão é que os animais tidos como irracionais tem um jogo de sedução irrepreensível, inestimável e inimitável. Pelo menos por nós humanos, que não conseguimos chegar aos seus pés.

O nosso jogo de sedução é regado a muita vaidade, egoísmo e orgulho. Na ponta só queremos satisfazer esses desejos egóicos. Não estão restritos a um dos sexos, ambos cultuam com um desvelo de dá inveja.

O que quero dizer que, ao buscar um relacionamento não seja afoito, não se jogue como se fosse o encontro do seu par perfeito ou a realização do seu ideal de vida. Ou não!?

Perceba duas coisas interessantes no comportamento humano. Àqueles que de cara buscam algo mais sério, adentra numa conversa expondo suas fraquezas, suas dúvidas, seus gostos e desgostos. Na maioria das vezes dão com os burros n’água, em tese. O outro adota o comportamento de primeiramente atender os desejos egóicos do outro, pois a partir daí as defesas se abrem, ele se satisfaz e ainda reconhece no outro as suas necessidades iguais e assim o conquista. Só isso?! São nessas armadilhas que todos caímos.

Essa simplificação apenas retrata um comportamento que teimamos em carregar e deixar à vista para os outros. Se for verdade ou mentira cabe a cada de nós a escolha. E unicamente a nós, tidos como seres conscientes.

Nas palavras de Eckart Tolle, seria: “Eu interpreto quem você quer que eu seja, enquanto você representa quem eu desejo que você seja.” Esse é um acordo implícito e inconsciente. Independentemente do comportamento que manifeste, a força motivadora oculta é sempre a mesma: a incessante necessidade de aparecer, ser especial, estar no controle, ter poder, ganhar atenção, complementando com Toller.

É assim. "(???)”

Nego Sartre

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Desastres Naturais



Rio de Janeiro, Chile, Haiti, Indonésia, China, Estados Unidos... Tragédias naturais? Será que a natureza está contra nós? De quem é a culpa? Dos governos? De Deus?

A maioria das pessoas tem certeza que tais acontecimentos fazem parte do destino, isso já estava escrito para acontecer. Algumas mais afoitas juram que é castigo de Deus, que todos os homens são maus. Os mais céticos acreditam ser obra de governantes que pouco ligam para as coisas do povo.

Antes de qualquer ladainha é necessário definir o conceito de desastre. Mas todos sabemos o que significa desastre. O que podemos dizer é que não se aplica, terminantemente, esse termo às questões naturais. Então, não existe desastre natural ou tragédia natural?! É isso. O que existem são eventos ou acontecimentos naturais, em maior ou menor intensidade, a depender de diversos fatores, entre eles, principalmente, as ações humanas. Um evento natural não é bom e nem é ruim, é natural!

O que dizer então? Pode-se dizer que houve um desastre ou uma tragédia humana, provocada?... pelo próprios seres humanos?!. E de quem é a culpa por todas essas perdas materiais, humanas e até mesmo naturais? Com certeza não é obra do destino nem castigo de Deus. Nós provocamos tudo isso. Sabemos que provocamos. Sabemos que continuaremos provocando. E o pior de tudo, culpamos outros e não nós. Como se ver, são culpados o destino, Deus e o Governo.

Enquanto não compreendermos nossa interdependência do conjunto como um todo, que fazemos parte de um sistema vivo e que nossas ações e decisões afetam todo esse sistema estaremos fadados a contar nossos mortos, a contar nossos prejuízos.

Só estarmos informados do impacto que tem nossas ações no ambiente natural, já está provado que não é o suficiente. Precisamos entrar no nível maior de consciência e não essa consciência alardeada por aí. Esse nível de consciência tem outro conceito, tem outra dimensão. E essa é outra história.

Nego Sartre

*crédito imagem: http://www.centenariosporting.com

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Atos humanos



Os seres humanos sofreram mais nas mãos uns dos outros do que em decorrência de desastres naturais.

Mais de 100 milhões de pessoas foram mortas violentamente pelas mãos de outras no século passado. Hoje, um dos aspectos do distúrbio coletivo da mente humana é a violência sem precedentes que estamos infligindo a outras formas de vida e ao próprio planeta – a destruição de florestas, que produzem oxigênio, e de outros seres vegetais e animais; os maus-tratos aplicados a animais em propriedades rurais voltadas à produção comercial; e o envenenamento de rios e oceanos e do ar. Motivados pela cobiça, ignorantes da nossa interdependência do conjunto como um todo, persistimos num comportamento que, se continuar indiscriminadamente, resultará na nossa própria destruição.

As manifestações coletivas de insanidade que se encontram na essência da condição humana constituem a maior parte da história da nossa espécie. Tentar ser uma pessoa boa ou melhor parece algo recomendável e evoluído a fazer; ainda assim, não é um empreendimento que alguém consiga realizar com total sucesso, a não ser que ocorra uma mudança em sua consciência.

Ninguém se torna bom tentando ser bom, e sim encontrando a bondade que já existe dentro de si mesmo e permitindo que ela sobressaia. No entanto, essa qualidade só se distingue quando algo fundamental muda no estado de consciência da pessoa.

Eckhart Tolle (do livro “O despertar de uma nova consciência”)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Assim vejo o herói


Corroboro com a definição de Antony Robbins.

A idéia de um herói perfeito, sem máculas faz parte apenas das histórias romanescas e dos contos de fadas. Na realidade da existência humana não foi, não é e nunca será desta forma.

Se perscrutarmos a história de nossos antigos heróis veremos que não há perfeição em suas vidas e nem por isso os tornaram heróis menores.

Mesmo Jesus Cristo, em uma de suas passagens, agiu impulsivamente ao tentar expulsar pessoas de um templo por estarem profanando a casa do senhor.

Isso demonstra a imperfeição do ser humano. Jesus como ser divino viveu, em parte, uma experiência humana, e como tal, na sua caminhada, teve o aprendizado das imperfeições humanas.

Tentamos imputar aos nossos novos heróis os melhores adjetivos que podemos dispor e fazemos deles os mais inteligentes e fortes seres dentre os demais. Heróis não são feitos de adjetivos, mas, como disse Robbins, das pequenas ações sistemáticas e que não é alguém que seja perfeito, porque nenhum de nós é perfeito, o que não invalida o que fazemos ao longo de nossas vidas.

Existe uma infinidade de heróis anônimos neste momento, agindo de forma silenciosa e corajosa no trabalho diário de melhorar cada vez mais a vida neste Planeta.

Nego Sartre

*crédito imagem: polvoraseco.blogspot.com

Herói na visão de Antony Robbins


Muitas pessoas parecem se abster hoje da própria idéia de assumirem seu heroísmo, talvez evitando a responsabilidade que acham que isso acarretaria. Além do mais, tais inspirações não são egocêntricas? E não é verdade que tudo não passa de falso heroísmo? Afinal, ninguém é perfeito. Vivemos hoje numa sociedade em que não apenas ignoramos os heróis em potencial, mas também denegrimos aqueles com que contamos. Com um mórbido fascínio, esmiuçamos suas vidas particulares, procuramos por falhas em suas armaduras e acabamos por encontrá-las... ou as inventamos.

Se submetêssemos os heróis de nosso passado aos mesmos critérios implacáveis pelos quais julgamos os heróis atuais, não teríamos nenhum herói. Parece que temos tanto medo de nos decepcionar que procuramos encontrar alguma coisa errada desde o início – só para não ficarmos desapontados mais tarde. Enquanto partirmos do princípio de que todos os heróis têm pés de barro, então é claro que devemos acreditar que há algo errado com todos nós, que ninguém possui o que é preciso para ser um herói, nem é bastante bom.

Como eu defino um herói? Um herói é uma pessoa que contribui corajosamente nas circunstâncias mais árduas; é uma pessoa que age com altruísmo e que exige mais de si mesma do que os outros esperariam; é alguém que desafia a adversidade e faz o que acredita ser certo, apesar do medo. Um herói projeta-se além do bom senso dos defensores do status quo. Um herói é alguém que vive pela verdade de suas convicções. Um herói desenvolve estratégias para assegurar seu resultado e persiste até que tudo se torna uma realidade, mudando sua atitude conforme o necessário, e compreendendo a importância das pequenas ações sistemáticas. Um herói não é alguém que seja perfeito, porque nenhum de nós é perfeito. Todos cometemos erros, mas isso não invalida as contribuições que fazemos ao longo de nossas vidas. Perfeição não é heroísmo; humanidade é.


Antony Robbins, do livro “Desperte o Gigante Interior”.

*crédito imagem: internet, imagem pública.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Nheë nheë ñeñë




Nheë nheë ñeñë!

Que pretensão! Se assim não for, como saberemos capazes de algo se não experimentarmos?!

O que mais existe são blogs falando de todas as coisas e todas as maneiras. Alguns mais especializados, outros mais “bobajados” palavra que vem da cultura mineira. Entretanto, todos com os seus espaços!

Nessa multidão imensa, venho eu tentar me espremer nesse espaço. Tou mais pra fazer um Nheë nheë ñeñë, é uma expressão indígena brasileira, que segundo Dicionário Indígena Tupi-Guarani é uma “falação, um falar muito, tagarelice”, do que pra me arvorar um formador de opinião.

Mas, em que uma única pessoa pode fazer uma diferença real neste mundo de hoje? Praticamente em qualquer coisa. O único limite é a imaginação e o empenho.

Voilà! Assim começo tudo isso!

Hoje.

Nego Sartre.



*crédito imagem: http://blog4.opovo.com.br/