terça-feira, 4 de maio de 2010

Desastres naturais, de novo.



A humanidade tem pensado constantemente sobre as possíveis soluções que possam ser dadas as questões de segurança, saúde e meio ambiente, principalmente.

Eu sou um defensor ferrenho que estas soluções estão na Educação. Mas se parece tão fácil assim, por que nada foi feito até o momento? O porquê de todo investimento nessa solução mágica não tem dado o resultado esperado?

A solução está na educação sim. O problema é que os sistemas de educação adotados pelo o mundo a fora são um engodo à sociedade. As tão badaladas descobertas tecnológicas, nada mais são do que uma nuance desses sistemas educacionais que deturpam os melhores conceitos de valor e relacionamento humano.

Se a solução é a educação, ela só pode acontecer se houver a adoção de outros sistemas educacionais que atendam a sociedade nos contextos do aprendizado de segurança, saúde, finanças sustentáveis, meio ambiente, principalmente.

O que isso tem haver com desastres naturais? Numa recente demonstração de força, a natureza mostrou sua face com erupção do vulcão na Islândia. Antes de contar o benefício de tal evento, as frases humanas estavam voltadas para a contagem de um prejuízo, de valores extraordinários. Essa erupção traz no seu bojo a possibilidade de atuar na resolução do aquecimento global.

No livro Super Freakonomics de Steven D. Levit e Sthepen J. Dubner há um exemplo da poderosa erupção do Monte Pinatubo em quase 100 anos, em que o cortinado formado pelo 20 milhões de toneladas de dióxido de enxofre esfriou a Terra em média meio grau centígrado e que florestas em todo o mundo cresceram com mais vigor, porque as árvores preferem luz solar mais difusa. De todo, os prejuízos se tornam ínfimos diante da possibilidade que uma explosão de grande magnitude possa ocorrer, no caso do vulcão da Islândia, o que certamente amenizaria a questão do aquecimento global.

A visão que temos sobre acontecimentos naturais como desastre vem desses conceitos que aprendemos de um sistema educacional apodrecido, que privilegia antes de tudo a competição por si só, o subjugar a espécie como condição primeira e a prática do individualismo como fonte de sabedoria e poder.

Antes de abrirmos a boca para falarmos em desastres naturais, percebamos que somos a única espécie que vive pela busca do prazer e por isso já condenamos à extinção diversas espécies da fauna e da flora, como já condenamos a nós próprios a mesma condição.

Nego Sartre


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