quarta-feira, 16 de abril de 2014

Um conto








Um sol escaldante. Os calos, a enxada, obreiro do dia. Na noite, o aconchego do colo de mulher e balbúrdia dos filhos. Vida sertaneja se ia.


Nego Sartre


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Porta Fechada

Tem dessas coisas, a vida da gente. Vez ou outra, damos com a cara na porta. Sorte nossa quando sai ileso nosso nariz. Dessas desventuras somos noticiadores pela vida toda, e quase sempre, em forma de reclamação.


E das piores portas, somos sofredores daquelas mais imaginárias. A do coração que quando bate chega a estremecer todo o ser e toda a forma. Na mente, somos ludibriados por caminhos tortuosos e tenebrosos. E daqueles que são dos outros, transformamo-las em eterno muro de lamentações.

Talvez aquela que seja mais dolorida quando fechada é a nossa em derredor de nossa vida. Isto dói tanto para quem nela busca guarita e muito mais pra nós que a fechamos às querelas e quimeras normalmente daqueles por quem temos admiração.

Esse é o meu desafio, e quem sabe talvez o seu, deixar de ser o cão de guarda de minha entrada, transformando-me num construtor de um templo, que é minha vida, sem portas e nem janelas, que não tem a pretensão de obstaculizar passagens e nem de se arvorar senhor do destino.

Nego Sartre

Caminhos de uma só verdade.


Há uma verdade que invade
nossa vida
deixando os caminhos
sem saídas.
Aquele embate do coração
e da razão
empecilho das voltas, das idas
e vindas.

Outras histórias contam diferentes
da gente
daquilo que é verdade eterna
não nega
Fatos vistos em passados
rasgados
uma filme em segundos transmitido
e repetido

Se quietamos, em imagens, nosso interior,
de amor
Que nas verdades tentam alcançar
e resgatar
Que se façam reais desejos, sonhos
tudo propomos
Na miríade dos passos, transportados para o sempre
todo o sempre.