sexta-feira, 21 de maio de 2010

Donos do Mundo

Invariavelmente somos reféns do pronome possessivo “meu”, “minha”. Conhecemos apenas o mundo da forma. E por fixamos nossas ações nesse mundo, consideramos tudo e todos como meu. Frases comuns como essas, proferimos aos montes: “Meus bens”, “Minha mulher”, etc.

Mas, o que realmente é meu?? Nós não somos donos de nada. Nós não somos dono de ninguém. Não somos os ingleses que dizem que os mares são seus. Não somos os egoístas dizendo que toda beleza é sua. Muito menos os sovinas que escondem o dinheiro que diz ser seu.

Acostumados a rotular todas as coisas, dizemos que somos brasileiros, branco, negro, empregado, doutor. Categoricamente, não somos esses rótulos, não somos essa forma. Isto de sermos alguma coisa é ilusão. E se isto é ilusão, também é uma ilusão arvoramos sermos donos de tudo e de todos.

Nada nos pertence. E por não nos pertencer apenas usufruímos. E por usufruir, a abundância se torna presente.

Quando dizemos dono, estamos nos restringindo, nos limitando a uma mísera migalha de tudo que o universo pode nos prover.

Quando dizemos dono, estamos nos rodeando de parcos amigos, de finitos amores, por falta de sintonia com a vida.

Quando dizemos dono, esquecemos que um dia tudo isto será usufruído por outro.

Deixe de ser dono das coisas. Deixe de ser dono das pessoas. Usufrua. Deleite-se. Divirta-se. Sinta a maior benção que o mundo pode lhe dar: a consciência de que este momento é uma passagem para o infinito que é a sua vida.


Nego Sartre

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Rótulos


Nos foi ensinado que separação é a essência de nossa humanidade. Nós acreditamos em fronteiras, limites, rótulos e tradições. Aprendemos a ver os “outros” como seres distintos de nós e, em muitos casos, a literalmente considerar metade da humanidade como nossa inimiga. Fomos criados para valorizar nossa etnia e considerar qualquer pessoa diferente como “não-pertencente ao nosso clã”. Nossos rótulos se tornaram nossa autodefinição. O que acontece depois de uma vida inteira desse condicionamento é que nos identificamos como francês, homem, mulher, protestante, alto, negro, conservador, atlético, classe média e assim por diante. Tudo isso são rótulos que nos separam e classificam, tornando difícil pensar na unidade e atingir a iluminação.

Examine os rótulos que você aplica a si mesmo. Todo rótulo é uma fronteira ou limite de alguma espécie. Se você é de origem inglesa ou africana e aplica este rótulo a si próprio, você colocou um limite que não lhe permite vivenciar nada que não seja inglês ou africano. Veja-se como ser humano. Nenhum rótulo é necessário. Os pensamentos não podem ser fragmentados em pequenos e bem definidos compartimentos. Você não é velho ou novo no pensamento, apenas na maneira como se rotula em forma. Isso também acontece em relação a ideologias políticas e atributos físicos. Em pensamento, você pode ser qualquer coisa e tudo. Lembre-se sempre de que apenas uma minúscula parte de você corresponde à forma, que a forma é apenas a embalagem que corporifica o verdadeiro você. Procure pensar globalmente e agir localmente. Veja-se como uma célula entre bilhões de células na célula única maior chamada Humanidade. Quando você se vê conectado em vez de separado, automaticamente começa a cooperar. É nisso que consiste o processo de cura.

Dr. Wayne W. Dyer
(do livro Crer para Ver – O caminho para sua transformação pessoal – com adaptações).

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Expectativas!


Tenho pensado que uma das coisas que nos deixa tristes e frustrados são as nossas expectativas, tudo aquilo que esperamos de nós... e principalmente dos outros.

Temos a mania de julgar a partir dessas expectativas. Veja por exemplo a convocação da nossa seleção de futebol. Comumente, vemos nos reclamando, acrescentando adjetivos pejorativos aos dirigentes por não chamar este ou aquele nome do nosso desejo.

Expectar é um sentimento recorrente que nos invade. A única maneira de curar as feridas que porventura tenhamos quando não atendidas as nossas expectativas é o perdão. Perdoar ao outro e a nós mesmos, pois assim preenchemos o nosso coração (e tudo que há de vazio em nós) desse sentimento que é pleno.


Nego Sartre

sábado, 8 de maio de 2010

Alguns Sinais e Sintomas de Paz Interior


Tendência a pensar e agir espontaneamente, em vez de se
        basear em temores oriundos de experiências passadas.
Uma inconfundível capacidade de apreciar cada momento
Perda de interesse em julgar e em interpretar as ações
       de outras pessoas.
Perda de interesse em conflito
Perda da capacidade de se preocupar
Freqüentes e irresísteveis episódios de carinho.
Alegres sentimentos de ligação com os outros e com a natureza
Sorriso fácil e freqüente
Suscetibilidade ao amor oferecido por outros, bem com a
         incontrolável premência de oferecê-lo.

Peace Pilgrim
(via Crer pra Ver de Wayne W. Dyer)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Declaração para os meus amigos


Ces são o colírio do meu ôiu.
São o chiclete garrado na minha carça dins.
São a maionese do meu pão.
O limão da minha caipirinha.
O rechei do meu biscoito.
A masstumate do meu macarrão.
A pincumel do meu buteco.

Nossinhora!
Gosto dimais da conta dóceis, uai.

Ces são tamém:
O videperfume da minha pintiadêra.
O dentifriço da minha iscovdidente

Óiproceisvê,
quem tem amigos assim, tem um tisôru!

Eu guárdesse tisôru, com todo carinho,
Do lado esquerdupeito!!
Dentro do meu coração!!

AMAOOCÊIS PADANÁ!!
Bejim e inté.

Desconheço o autor


* Para todos meus amigos, em especial, os baianos e os mineiros. Você sabia que mineiro é baiano cansado? Pois é, o baiano tava indo pra São Paulo, como ficava muito longe, resolveu ficar por Minas mesmo. Os mineiros me matam. É com carinho. NEGO SARTRE

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Se...


Se paramos,
dizem que somos molengas;
quando avançamos,
somos apressados;
se gritamos,
somos irritantes;
se falamos,
tagarelas;
se calamos,
somos inopiosos;
se choramos,
desesperados;
se dançamos,
somos exibidos;
se paramos,
somos reprimidos;
se cantamos,
nossa voz é rouca;
se rezamos,
que beata louca!;
se vestimos,
muito recatados;
e se nus,
somos depravados.
Se não importamos com tudo isso
somos uns descompromissados.
Deixem eles assim pensarem
Pois jamais seremos derrotados

(Para quebrar o ritmo)

Nego Sartre

*crédito imagem: orebate-martaperes.blogspot.com/2008/10/poesi...

Livros de auto-ajuda



Se você acreditar que neste mundo individualista em que vivemos encontrará as ajudas da sua vida nas mãos de outros... Tá ferrado!

Só você poderá se auto ajudar! Essa é uma verdade indelével!

Nego Sartre

P.S. Isto também é uma mentira indelével!

O Menestrel



Um dia você aprende que...

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...

E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você mesmo pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, com tudo que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

William Shakespeare

terça-feira, 4 de maio de 2010

Desastres naturais, de novo.



A humanidade tem pensado constantemente sobre as possíveis soluções que possam ser dadas as questões de segurança, saúde e meio ambiente, principalmente.

Eu sou um defensor ferrenho que estas soluções estão na Educação. Mas se parece tão fácil assim, por que nada foi feito até o momento? O porquê de todo investimento nessa solução mágica não tem dado o resultado esperado?

A solução está na educação sim. O problema é que os sistemas de educação adotados pelo o mundo a fora são um engodo à sociedade. As tão badaladas descobertas tecnológicas, nada mais são do que uma nuance desses sistemas educacionais que deturpam os melhores conceitos de valor e relacionamento humano.

Se a solução é a educação, ela só pode acontecer se houver a adoção de outros sistemas educacionais que atendam a sociedade nos contextos do aprendizado de segurança, saúde, finanças sustentáveis, meio ambiente, principalmente.

O que isso tem haver com desastres naturais? Numa recente demonstração de força, a natureza mostrou sua face com erupção do vulcão na Islândia. Antes de contar o benefício de tal evento, as frases humanas estavam voltadas para a contagem de um prejuízo, de valores extraordinários. Essa erupção traz no seu bojo a possibilidade de atuar na resolução do aquecimento global.

No livro Super Freakonomics de Steven D. Levit e Sthepen J. Dubner há um exemplo da poderosa erupção do Monte Pinatubo em quase 100 anos, em que o cortinado formado pelo 20 milhões de toneladas de dióxido de enxofre esfriou a Terra em média meio grau centígrado e que florestas em todo o mundo cresceram com mais vigor, porque as árvores preferem luz solar mais difusa. De todo, os prejuízos se tornam ínfimos diante da possibilidade que uma explosão de grande magnitude possa ocorrer, no caso do vulcão da Islândia, o que certamente amenizaria a questão do aquecimento global.

A visão que temos sobre acontecimentos naturais como desastre vem desses conceitos que aprendemos de um sistema educacional apodrecido, que privilegia antes de tudo a competição por si só, o subjugar a espécie como condição primeira e a prática do individualismo como fonte de sabedoria e poder.

Antes de abrirmos a boca para falarmos em desastres naturais, percebamos que somos a única espécie que vive pela busca do prazer e por isso já condenamos à extinção diversas espécies da fauna e da flora, como já condenamos a nós próprios a mesma condição.

Nego Sartre


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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Eu não estou em estado terminal

Fui pego de supetão. Reagir com choro, gritos e pontapés. Maldisse todos os santos, arcanjos e também a Deus e toda sua linhagem. Como podia eu, jovem, que ainda não tinha nem entrado na infância da minha velhice. Terminal?!! Não! Não podia admitir. Não desfrutei de todas as coisas, não vivi todos os amores.


Pensei...minhas contas. Meu carro. Minha casa. O meu cachorro. Minhas horas de folga como ficarão? E minhas economias?, tantos anos juntando todo aquilo, esperando gozar uma aposentadoria folgada. Terminal?!! Não! E minhas roupas, que iria vestir? As minhas melhores marcas. Sem falar nos meus tênis, meus CDs, minha TV HD. E não tem como esquecer as biritas, meus domingos de churrasco com meus amigos. E agora? Tudo que era meu, vou perder???? Não é justo comigo.

Terminal? Mas quem está em estado terminal? Eu? Refletir. Horas e horas de introspecção. Por que comigo?

Nesses momentos, o coração se ilumina e a consciência se torna única. Entendi que nada me pertence. Nada é meu. Não sou as identidades as quais me forjei por anos: estudante, amante, marido, consultor, administrador, empresário, empregado, pobre, rico, dono. E quem é este ser então? Eu sou, apenas sou.

Concluir. Quem estava em estado terminal era o corpo humano o qual estavam usando para minha experiência na terra. Apoderei-me de tal forma dele, que o fiz adoecer. Todas as vezes que dizia que era meu corpo, tornava-o frágil. Todas as vezes que fazia sê-lo dono de algo, reduzia sua sobrevida.

Sorrir. Não sou eu que estou em estado terminal, é o meu corpo. Resolvi cuidar dele com mais carinho e dedicação, até que ele não possa mais resistir. Um pouco tarde pudera dizer. Quem sabe não possa retornar para aprender novamente a viver com outro corpo. Como disse Wayner Dye: “Não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana”.

Não espere um estágio terminal para perceber-se. Não foque no ontem ou no amanhã. Encontre-se com você agora. Simplesmente, seja.

Nego Sartre


*crédito imagem: www.sinarj.com.br/Simp2007/TitoMacia.htm