sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Sistema Educacional




Longe das promessas políticas e de seus arroubos de demagogismo, o sistema educacional brasileiro precisa urgentemente passar por uma reforma séria, ética e responsável.

Não podemos crer que apenas o investimento no topo da pirâmide educacional em recurso e acesso, que é o ensino universitário, nos tornará, de um dia pro outro, um país com ensino de qualidade, ou que seja de um ano ou década pra outra.

Mas o que ocorreu para que a degradação do sistema educacional do país chegasse a esse ponto, e que se diga de pronto, não se restringe ao ensino público como também ao ensino privado.

O fato é que relegamos a profissão de professor às portas do fundo, à senzala. Consideramo-la, como fazemos com os serviços domésticos, de uma pequeneza sem tamanha, “coisa de pobre”, coisa de quem não tem o que fazer. Isso me faz lembrar que adjetivos damos à dona de casa.

Vemos a sociedade se deteriorar por duas razões simples: deixamos de investir e dar valor a dois dos mais importantes pilares da família e da sociedade que são a dona de casa e a profissão professor, com seus gêneros também invertidos.

O que se alardeia aos ventos é que a qualidade do ensino passa primeiramente pela construção de escolas modelos, munidas de toda parafernália tecnológica, e isso é uma verdade comercial embusteira.

Enquanto o professor for posto no mesmo patamar da carteira, da cadeira, do quadro negro veremos um sistema de ensino podre, corrupto e marginal, aonde os limites serão impostos por meio do vandalismo e da violência barata uns contra os outros.

Se já disseram que “a solução é alugar o Brasil”, para nós a solução é muito mais simples e barata. Faz-se necessário tomar vergonha na cara e resgatar o professor, como profissão e agente público e social, nas suas questões de recompensa, reconhecimento e autoridade.

O aparte final é que o professor deveria exercer as mesmas prerrogativas das autoridades judiciárias com o poder de polícia e demais funções que são inerentes a estas autoridades.

Nego Sartre

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