Existe um choque de interesses entre a preservação e conservação do meio ambiente e a necessidade proeminente de manter a alimentação em níveis sustentáveis para as populações do Planeta.
Ainda não se criou a comida sintética, objeto que não tem na sua composição os ingredientes naturais. Sendo assim, esse conflito existente tende a agravar com o crescimento populacional, não só da espécie humana, que se faz de forma desordenada e sem predadores, mas como de todas as demais espécies vivas.
Não se discute que a manutenção do ambiente natural com a proteção aos biomas é condição sina qua non. Entretanto há uma questão urgente a ser considerada no ambiente rural.
Dentro das políticas do agronegócio, um erro crasso tem sido a expansão das áreas de criadores de animais. Se se pretende aumentar a oferta de alimentos, essa expansão do negócio animal é o mais prejudicial à saúde do meio ambiente e humana; e é muito mais dispendioso no manejo e distribuição.
O que se deve ser a favor é da expansão das áreas cultiváveis com relação, e apenas a estas culturas, ao arroz, soja, trigo, feijão e milho. A expansão deve ter como referência apenas e exclusivamente à produção de alimentos, não podendo ser usada para outros fins como a produção de combustíveis.
Caso seja o objetivo dos povos da Terra a eliminação da fome, e uma política social clara no caso do Brasil, os produtores destes insumos agrícolas, que tenha a produção toda voltada para alimentação, devem ser visto sob outra ótica. Eles devem ser isentos das taxas de utilização das águas para irrigação e o remanejamentos das áreas de reserva devem ser mais flexíveis para estes casos.
O produtor rural não pode visto como o vilão das questões ambientais. As regulamentações ambientais das quais se avolumam pelo Brasil, são pensadas e executadas por pessoas que nunca pisaram numa “roça” e que tem medo de “bichos”. O que chamamos de desastres naturais, como exemplo as enchentes, acontecem nos ambientes estritamente urbanos, responsabilizado pelo lixo e crescimento desordenado deste ambiente.
Produtores rurais não são uns coitadinhos, mas precisamos rever as políticas adotadas se quisermos alimentar o crescimento populacional, e nesse contexto, o crescimento urbano.
Parece maravilhoso, enquanto estamos batendo recordes de produção no agronegócio. O que se quer saber é se este crescimento será proporcional às necessidades de se alimentar toda a população.
Nego Sartre

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